Ação trabalhista é movida contra ator Juliano Cazarré por ex-funcionária

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Créditos: Imagem/Divulgação

O ator Juliano Cazarré tornou-se alvo de uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária que atuava como babá e empregada doméstica em sua residência no Rio de Janeiro. O processo, com valor estimado em mais de R$ 225 mil, reúne alegações que incluem jornada de trabalho excessiva, pagamento parcial de salário e assédio moral. A ex-funcionária busca o reconhecimento de seus direitos trabalhistas e indenização por danos. As informações são do colunista Daniel Nascimento.

A profissional desempenhava funções ligadas ao cuidado dos seis filhos do ator e também realizava tarefas domésticas na casa da família, localizada na Zona Sudoeste da capital fluminense. O caso veio a público poucos dias após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro ter concedido a Medalha Tiradentes a Juliano Cazarré, em reconhecimento a seu posicionamento público em defesa de pautas conservadoras e relacionadas à família e à liberdade religiosa.

Segundo a petição, a rotina de trabalho da ex-funcionária frequentemente chegava a 14 horas diárias, sem um controle formal de ponto. Ela afirma que era acionada para atender às crianças inclusive durante a madrugada, além de acumular atividades como limpeza e organização do ambiente da casa. A ação detalha que a trabalhadora exercia suas funções de segunda a quinta-feira, iniciando por volta das 8h e encerrando próximo das 20h, sustentando que não havia registro adequado de horas extras e que parte das funções extrapolava o combinado inicial, especialmente no cuidado contínuo das crianças e nas demandas domésticas.

Outro ponto levantado no processo refere-se à forma de pagamento. A trabalhadora alega que recebia cerca de R$ 5.500 mensais, mas que apenas uma parte desse valor era registrada formalmente, enquanto o restante seria pago de maneira informal. A petição menciona mensagens atribuídas à esposa do ator, nas quais haveria discussões sobre a divisão do salário. Em um dos trechos citados no processo, consta: “Minha contadora sugere colocarmos R$ 2.500 na carteira e R$ 3.000 livre, me complica um pouco na hora de calcular férias, mas eu vejo quando ela chegar.” Em outro registro anexado à ação, também atribuído à esposa do ator, há referência a uma possível alteração na rotina de trabalho, com a orientação para que a funcionária permanecesse “dormindo a semana toda” na residência após um teste.

Além das questões salariais e da carga horária, a ex-funcionária afirma ter sofrido assédio moral. Um dos episódios descritos aponta que, mesmo apresentando sinais de reação alérgica, teria sido impedida de buscar atendimento médico imediato e orientada a continuar trabalhando. Na ação, ela solicita o reconhecimento do vínculo empregatício em condições regulares, além do pagamento de horas extras, adicional noturno, diferenças salariais, férias, 13º salário, FGTS com multa, aviso prévio e indenização por danos morais. A demissão, conforme o relato apresentado na petição, teria ocorrido em março de 2026, após a funcionária começar a cobrar o pagamento integral das horas extras e demais direitos previstos na legislação trabalhista.

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