As canetas emagrecedoras, remédios à base de GLP-1, ainda são caras para a maioria dos brasileiros. Mas o efeito delas já apareceu num lugar inesperado: o tamanho das roupas.
A novidade veio da Riachuelo. Segundo Cathyelle Schroeder, diretora de marketing da marca, a grade de modelagem das roupas caiu em média 5%. Em peças básicas como camiseta, a redução foi de 4%. Em outras palavras, as pessoas estão pedindo tamanhos menores, e a varejista ajustou a produção para acompanhar esse novo cenário do mercado.
Esse movimento já tinha sido visto em outros países. Remédios como Ozempic, Wegovy e Mounjaro nasceram para tratar diabetes, mas ficaram famosos por controlar o apetite e ajudar a emagrecer. Nos Estados Unidos, até empresas de comida e bebida monitoram a queda no consumo entre quem usa esses remédios. Agora, o reflexo prático chegou de vez à moda brasileira.
Mas o tema é delicado. O avanço dessas medicações também reacende o debate sobre pressão estética e a desigualdade no acesso ao tratamento de saúde.



