O futebol brasileiro se despede de um de seus grandes nomes. Faleceu Hércules Brito Ruas, conhecido como Brito, o icônico zagueiro que integrou a seleção brasileira tricampeã mundial em 1970. A família do ex-jogador divulgou nesta sexta-feira os detalhes do velório e sepultamento. Em respeito ao desejo do defensor, a cerimônia ocorrerá na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, com o sepultamento marcado para este sábado, às 15h30, no cemitério do Cacuia.
A morte de Brito é consequência de um quadro de pneumonia. O ex-atleta estava internado desde o dia 14 de maio, após contrair uma infecção bacteriana que evoluiu e agravou seu estado de saúde. A notícia foi recebida com profunda tristeza por familiares e admiradores. “É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do nosso campeão do mundo”, expressou a família. Brito deixa seus filhos, Leonídio e Patrícia, e cinco netos.
Nascido e residente por toda a vida na Ilha do Governador, Hércules Brito Ruas foi um pilar defensivo na histórica seleção comandada por Zagallo, que encantou o mundo na Copa de 1970, no México. Ele formou uma memorável dupla de zaga ao lado do volante Piazza, que atuou improvisado na posição. Juntos, os dois atletas combinavam imposição física e uma saída de bola qualificada, características que foram cruciais na campanha que culminou com a vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final, disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México.
Aos 30 anos, Brito era um dos jogadores mais experientes do elenco tricampeão. Apesar de o Brasil ter sido um time extremamente ofensivo, sofrendo sete gols em seis jogos naquele Mundial, a solidez defensiva do zagueiro carioca foi reconhecida. Ele também se destacou por ter sido apontado como o atleta com o melhor preparo físico daquela edição da Copa do Mundo. Sua trajetória pela seleção brasileira incluiu ainda a participação na Copa de 1966, na Inglaterra, somando 60 jogos e oito anos dedicados à camisa amarela, e a conquista da Copa Roca em 1971.
Ao longo de sua carreira em clubes, Brito defendeu grandes equipes do futebol nacional. Ele vestiu as camisas de Vasco, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico. Dentre esses, Corinthians, Botafogo e Vasco foram os clubes onde o zagueiro passou o maior tempo de sua carreira, deixando um legado de profissionalismo e dedicação. A partida de Brito representa a perda de um ícone do futebol, cuja contribuição para a história da seleção brasileira permanece inesquecível.



