A cantora Anitta lançou na última quinta-feira (16) seu oitavo trabalho de estúdio, intitulado EQUILIBRIVM. O álbum é notavelmente marcado por fortes referências às religiões de matriz africana, estabelecendo um novo direcionamento temático em sua discografia. Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (17), a artista se manifestou diretamente sobre sua postura em relação ao público mais conservador, destacando sua independência criativa.
O novo disco, EQUILIBRIVM, inicia e encerra com uma saudação à Pombagira, evidenciando a profunda conexão com o candomblé que perpassa as 15 faixas. Anitta afirmou ter plena consciência de que essa abordagem pode não ressoar com uma parcela de seu público. A temática, central para a narrativa do álbum, reflete um aspecto pessoal e espiritual da cantora que já havia sido abordado em momentos anteriores de sua carreira.
Ao ser questionada se temia afastar o público conservador, Anitta foi enfática em sua resposta. “Não trabalho pensando no público conservador. Acho que eles não estão interessados em mim. Só estão interessados em mim se for para ganhar engajamento, falar mal, tirar alguma vantagem neste sentido. Não teria porque eu pensar nessas pessoas”, declarou. A funkeira reiterou que sua arte não é moldada por essa audiência.
A artista complementou sua visão, esclarecendo para quem realmente dedica seu trabalho. “Não são os conservadores que vão no meu show, que compram meu ingresso, então não teria porque eu acordar e fazer qualquer coisa da minha vida pensando nessas pessoas”, afirmou. Anitta expressou o desejo de dar voz e força a seu público e às pessoas que buscam liberdade, fornecendo embasamento musical para que se sintam vistas e apoiadas. Ela também criticou a polarização política, desejando dialogar apenas com indivíduos de “coração aberto” em busca de “equilíbrio”.
“Fiz esse álbum pensando em mim, e nos meus fãs, no público que gosta de ver eu trazendo novas provocações, novas formas de pensar, novas versões de mim mesma e do meu trabalho”, finalizou Anitta. Ao longo de sua trajetória, a cantora já relatou diversos episódios de intolerância relacionados à sua fé, um tema que agora se solidifica como elemento central em seu oitavo álbum. O trabalho conta com participações de artistas como Ponto de Equilíbrio, Os Garotin, Liniker, Rincon Sapiência, Marina Sena, Emanazul e Shakira, entre outros.



