Um novo documentário da Netflix, produzido pela Pulsa Filmes e provisoriamente intitulado ‘Suzane vai falar’, trará à tona novas declarações de Suzane von Richthofen sobre um dos casos mais marcantes do país. Entre as revelações, a criminosa aborda o que motivou seu relacionamento com Sandrão, estabelecido quando ambas cumpriam pena em regime fechado na penitenciária de Tremembé.
As duas se conheceram no ambiente prisional de Tremembé, onde compartilhavam o mesmo regime de cumprimento de pena. Suzane von Richthofen afirmou que o envolvimento amoroso com Sandrão foi impulsionado por um profundo sentimento de solidão e o isolamento inerente ao sistema carcerário. Essa perspectiva oferece um novo olhar sobre os relacionamentos formados em condições de privação de liberdade.
Além das declarações de Suzane, o documentário também apresenta a versão da então diretora da unidade prisional. Conforme informações divulgadas pelo portal de Leo Dias, a diretora contestou percepções anteriores, assegurando que Sandrão não exercia qualquer liderança no chamado ‘presídio dos famosos’, contrariando relatos midiáticos. A funcionária ainda descreveu a ex-detenta como uma pessoa ‘fofa’.
O longa-metragem também explora críticas às condições das unidades prisionais por onde Suzane von Richthofen esteve detida. Um episódio de assédio que a criminosa alegou ter sofrido por parte de um promotor de Justiça em Ribeirão Preto também é detalhado, com a alegação de que este incidente teria influenciado diretamente sua transferência para a unidade de Tremembé, adicionando outra camada de complexidade à sua trajetória carcerária.
Apesar do material inédito e das declarações reveladoras, o documentário ainda não possui uma data de estreia definida. Atualmente, ele foi exibido para um grupo seleto de assinantes da Netflix, em uma versão sem finalização completa, que inclui ausência de correção de cor e inserção de reportagens antigas. Enquanto isso, Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos pelo assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, cumpre liberdade condicional desde 2023, residindo no interior de São Paulo com seu marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e o filho. Já Sandrão, sentenciada a 27 anos pela participação no sequestro que resultou na morte de Talisson Vinicius da Silva Castro, vive em Mogi das Cruzes desde que progrediu para o regime semiaberto em 2015.



