O ex-jogador Amaury Nunes foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a indenizar a atriz Karina Bacchi em R$ 30 mil. A decisão judicial decorre de declarações feitas por Nunes durante a participação em um podcast, onde ele citou, ainda que de forma indireta, o filho da artista, Enrico Bacchi. A medida judicial visa reparar a exposição considerada indevida do menor, conforme entendimento da corte paulista.
O imbróglio judicial remonta ao período após o término do relacionamento entre Amaury Nunes e Karina Bacchi. O ex-atleta conviveu com Enrico Bacchi desde o nascimento do menino até seus cinco anos de idade, desenvolvendo um vínculo afetivo. No entanto, com o fim da união do casal, ocorrido em 2022, o contato de Nunes com a criança foi proibido, desencadeando um novo capítulo na relação familiar.
Durante a entrevista que motivou a ação judicial, Amaury Nunes expressou abertamente o profundo vínculo afetivo que construiu com o garoto ao longo dos anos. Na ocasião, ele afirmou: “Independentemente do que as pessoas dizem ou do que o mundo pode dizer, ou do que a Justiça pode dizer, no meu coração ele vai sempre ser o meu filho. Então é uma questão para mim, que me fez aprender muito”. Essas declarações, proferidas publicamente, foram o cerne da controvérsia que levou à condenação.
Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, as declarações de Amaury Nunes configuraram uma exposição indevida do menor. O Ministério Público (MP), que acompanhou o caso, reforçou que os comentários públicos do ex-jogador poderiam comprometer a privacidade da criança. A proibição de contato já estabelecida, aliada à repercussão das falas de Nunes, foi um fator determinante na análise jurídica da situação e na subsequente sentença condenatória.
Antes da separação, em 2022, Karina Bacchi chegou a sugerir publicamente que seu herdeiro, Enrico, poderia ser adotado pelo então marido, Amaury Nunes, evidenciando a proximidade da relação familiar. Contudo, após o divórcio, o cenário se alterou drasticamente, e o contato de Nunes com o menino foi oficialmente proibido. A condenação atual, portanto, marca um desfecho legal para a disputa envolvendo a privacidade da criança e as manifestações públicas do ex-jogador.



