Wada promete analisar denúncia de uso de injeções penianas no esqui

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Créditos: Imagem/Divulgação

A Agência Mundial Antidoping (WADA) anunciou que vai analisar possíveis casos de uso de injeções de ácido hialurônico no pênis, alegadamente utilizadas por saltadores de esqui para obter vantagens aerodinâmicas na modalidade. A declaração foi feita pelo diretor-geral da entidade, Oliver Niggli, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (5) na Itália, país que sedia as atuais Olimpíadas de Inverno.

As informações sobre essa prática incomum começaram a circular nas últimas semanas, divulgadas pelo jornal alemão ‘Bild’. A publicação relatou uma denúncia que indicava que atletas de salto de esqui estariam injetando ácido hialurônico no pênis antes das medições para a confecção de seus trajes, buscando alterar as dimensões corporais registradas pelos scanners 3D.

Ao ser questionado, Oliver Niggli expressou que não estava ciente dos detalhes de como tal método poderia melhorar o desempenho no esqui, mas garantiu que a WADA analisaria a questão caso ela se relacionasse com doping. Ele enfatizou que a agência não lida com todos os meios de melhoria de desempenho, mas que seu comitê certamente avaliaria se a prática se enquadra nas categorias de dopagem. O presidente da WADA, o polonês Witold Banka, em tom descontraído, também se comprometeu a analisar o assunto se a entidade receber evidências de irregularidades, destacando a popularidade do salto de esqui em seu país.

Apesar da natureza peculiar da denúncia, a explicação lógica para a prática seria que a aplicação do ácido proporcionaria genitais maiores aos atletas no momento das medições, influenciando o formato dos trajes. De acordo com a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS), um aumento na área de superfície dos trajes durante a competição poderia resultar em maior tempo de voo no ar, conferindo uma vantagem significativa. O diretor da prova masculina de salto de esqui da FIS, Sandro Pertile, corroborou essa teoria, afirmando que “cada centímetro extra de um traje conta” e que “se seu traje tem uma área de superfície 5% maior, você voa mais longe”.

Antes do início de cada temporada, os saltadores de esqui são submetidos a medições precisas com scanners corporais 3D, vestindo apenas uma roupa íntima elástica e justa. As regras estabelecem uma tolerância de apenas 2 a 4 cm para os trajes, e a altura da virilha é uma das medidas cruciais, com o posicionamento da virilha do traje devendo estar alinhado ao do atleta, com um acréscimo de 3cm para os homens. O ácido hialurônico injetado pode permanecer no organismo por um período considerável, de até 18 meses, levantando questões sobre a persistência de qualquer suposta vantagem. A WADA aguardará o surgimento de mais informações ou evidências para prosseguir com uma investigação aprofundada.

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