O zagueiro Sergio Ramos, de 39 anos, voltou a ser destaque no noticiário esportivo espanhol ao manifestar interesse em se reaproximar do Sevilla de duas maneiras distintas: investindo na aquisição de uma participação acionária do clube andaluz e, simultaneamente, colocando-se à disposição para reforçar o elenco em campo.
A articulação, conforme apurado pelo jornal As, ganhou força após a derrota do Sevilla por 4 a 1 para o Mallorca, um resultado que expôs as fragilidades defensivas da equipe. Com 37 gols sofridos, o Sevilla registra a pior defesa da atual edição de LaLiga, cenário que intensificou a pressão sobre o trabalho do técnico Matías Almeyda. A situação é agravada pela pouca idade e pela inexperiência dos zagueiros atualmente disponíveis no elenco.
Livre no mercado desde o fim de seu contrato com o Monterrey, do México, Sergio Ramos tem mantido uma rotina de treinos individuais. Fora das quatro linhas, o defensor deu um passo inicial ao assinar uma carta de intenções para adquirir participação no clube. No entanto, o processo envolve negociações complexas e não possui previsão de conclusão em curto prazo.
Enquanto a eventual entrada como proprietário não se concretiza, não há impedimento regulamentar para que Ramos atue novamente pelo Sevilla. Sem vínculo ativo com outro clube, o zagueiro poderia ser inscrito mesmo após o encerramento da janela de transferências de inverno, desde que o Sevilla utilize uma vaga disponível no elenco principal. A situação se alteraria caso Ramos figurasse oficialmente como acionista, pois as normas do futebol espanhol proíbem que proprietários atuem como jogadores da própria equipe. O principal obstáculo para um retorno imediato, contudo, não está ligado à parte esportiva: o Sevilla ultrapassou o teto salarial imposto pela LaLiga, o que restringe novas inscrições.
Fontes próximas ao jogador indicam que Sergio Ramos estaria disposto a adequar suas condições financeiras. Qualquer avanço, porém, depende de autorização da entidade que organiza o campeonato. A definição sobre os próximos passos passará pela avaliação do presidente José María del Nido Carrasco, do diretor esportivo Antonio Cordón e do técnico Matías Almeyda, que analisarão se a experiência e a liderança do zagueiro podem ser a resposta à pressão por resultados em uma temporada abaixo do esperado.



