Projeto da arena da Lusa vira pesadelo após ação da polícia e prejuízo financeiro

Investigação trava obras e sonho vira pesadelo

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O que era para ser o renascimento de um gigante do futebol paulista transformou-se numa novela policial com capítulos dramáticos. O ambicioso projeto da nova arena da Portuguesa, o “Novo Canindé”, que prometia recolocar o clube na elite com um complexo moderno, virou um verdadeiro pesadelo de gestão e prejuízo financeiro neste fim de 2025.

​Parceira da SAF na mira da Polícia Federal

​O estopim da crise envolve a Revee, empresa parceira fundamental na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Lusa e responsável pelo desenvolvimento imobiliário do estádio. O empresário João Carlos Mansur, dono da Revee e da Reag Investimentos, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga supostos esquemas de lavagem de dinheiro e ligações com o crime organizado. A situação explodiu como uma bomba no Canindé, travando o aporte bilionário previsto e colocando em xeque a credibilidade do negócio.

​Prejuízo milionário e futuro incerto

​Enquanto a torcida sonhava com um estádio para 30 mil pessoas e um complexo de entretenimento, a realidade agora é de incerteza e contas no vermelho. O CEO da SAF, Alex Bourgeois, enfrenta o desafio de blindar o departamento de futebol em meio ao caos corporativo. O “sonho da arena”, avaliado em mais de R$ 500 milhões, estagnou, gerando um prejuízo incalculável não apenas financeiro, mas institucional para a Portuguesa, que vê seus planos de modernização ameaçados por um escândalo que vai muito além das quatro linhas. O clube aguarda os desdobramentos da Justiça para saber se conseguirá salvar o projeto ou se o pesadelo no Canindé será duradouro.

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