Pescador captura dourado de 18,6 kg no lago Bonsucesso, em Jataí

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Créditos/Reprodução Internet

Pescador João Alves fisgou um dourado de 18,6 quilos no lago Bonsucesso, localizado em Jataí, no sudoeste de Goiás, na manhã de 17 de outubro. A captura, ocorrida durante uma pescaria de fim de semana, chamou atenção pelo tamanho do peixe, que mediu aproximadamente um metro de comprimento. O episódio ganhou destaque por demonstrar a presença de exemplares de grande porte da espécie em águas interiores do estado.

Segundo relato ao programa Bom Dia Goiás, João percebeu a fisgada ao sentir a linha tensionada e enfrentou uma luta intensa para retirar o animal da água. Após vencer a disputa, ele posou para fotografias ao lado do dourado antes de devolvê‑lo ao lago, garantindo que o peixe retornasse ao seu habitat natural. A devolução foi feita imediatamente após a sessão de fotos, preservando a integridade do exemplar.

Em entrevista ao g1, o biólogo Edson Abrão explicou que o dourado é um peixe de água doce distribuído em diversos países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina. Ele descreve a espécie como predadora de topo, que se alimenta principalmente de outros animais, embora existam registros de consumo ocasional de algas. Abrão ressaltou que o dourado pode alcançar até 30 quilos, o que torna o exemplar de 18,6 quilos já um indivíduo de grande porte.

O especialista ainda destacou a importância dos peixes predadores para o equilíbrio ecológico, pois ajudam a controlar populações de outras espécies aquáticas que poderiam se proliferar em excesso. Dessa forma, a presença de dourados robustos contribui para a manutenção da saúde dos ecossistemas fluviais e lacustres da região.

De acordo com Abrão, o dourado costuma habitar ambientes com água corrente, embora também seja capaz de viver em águas mais turvas, preferindo, porém, as mais limpas. Ele caracterizou o peixe como “muito forte, muito resistente”, enfatizando sua adaptação a habitats de correnteza. A coloração dourada das escamas, que reflete a luz solar, e as pequenas manchas pretas são traços distintivos da espécie, que apresenta hábitos predominantemente diurnos.

O biólogo detalhou ainda o papel da reflexão luminosa no camuflagem do dourado: “Quando a água tá corrente, perto de pedras, a luz do sol bate no corpo dele e reflete. Então, os outros peixes o veem como se fosse uma pedra, uma luz do sol refletindo na água”. Essa estratégia facilita a captura de presas em ambientes com correnteza e rochas.

A imagem que ilustra a matéria foi fornecida pela Prefeitura de Jataí. A reportagem contou com a colaboração de Michely Loures, integrante do programa de estágio entre a TV Anhanguera e a Universidade Federal de Goiás, sob orientação de Gilmara Roberto.

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