Milton Cunha critica Virginia como rainha de bateria da Grande Rio e questiona declaração de Pabllo Vittar

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Créditos/Reprodução Internet

Milton Cunha, carnavalesco de 64 anos da escola Grande Rio, voltou a comentar a passagem de Virginia Fonseca, de 27 anos, como rainha de bateria, em entrevista ao programa Blogueirinha Entrevista, exibido pelo Multishow na segunda‑feira (19). O carnavalesco avaliou que a influenciadora, que esteve entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nas últimas semanas, demonstrou dificuldades para compreender a dinâmica do desfile e para se aproximar da comunidade da agremiação.

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Segundo Cunha, os problemas surgiram ainda na apresentação de Virginia na quadra da escola, quando o apresentador David Brazil a incentivou a sambar. “Os problemas com a Virginia começaram no dia da apresentação dela na quadra, quando o David Brazil diz ‘samba, Virginia’ e ela faz aquele passo dela”, afirmou, referindo‑se ao movimento em que a empresária se agacha durante a música.

Ele recordou ainda um episódio na Marquês de Sapucaí em que, de acordo com seu relato, a rainha se afastou dos ritmistas durante uma movimentação da bateria e precisou ser reposicionada por Jayder Soares, presidente de honra da Grande Rio. O carnavalesco ressaltou que a situação evidenciou a falta de habilidade da influenciadora no samba e a ausência de uma relação mais próxima com as pessoas que representaria na escola.

Cunha destacou que a popularidade de uma personalidade não basta para ocupar um posto de destaque no Carnaval sem envolvimento com a cultura e a rotina da agremiação. “Ela não consegue compreender qual é a estrutura do desfile”, disse, ao apontar que Virginia demonstrava dificuldade para entender os recuos e os movimentos da bateria ao longo da avenida.

Em comparação, o carnavalesco citou a experiência de Paolla Oliveira, que já foi rainha de bateria da Grande Rio, e reforçou que a responsabilidade pela escolha recai sobre a própria escola. “A responsabilidade é de quem a convida”, acrescentou.

Durante a mesma entrevista, Milton Cunha também abordou a cantora Pabllo Vittar, de 32 anos, contestando uma declaração atribuída à artista, segundo a qual seria a primeira mulher trans a desfilar em um carro alegórico e a conquistar destaque em uma escola de samba. O carnavalesco argumentou que a afirmação desconsideraria a trajetória de pioneiros LGBTQIA+ no Carnaval, citando nomes como Rogéria, Valéria, Heloína e Jane di Castro. Cunha ainda ressaltou que, embora Pabllo seja reconhecida como drag queen, ele teria presenciado a situação descrita.

Em paralelo, Virginia Fonseca manifestou irritação nas redes sociais, pedindo que fãs deixem de enviar presentes durante suas lives, conforme imagens divulgadas no Instagram.

O debate suscitou novas discussões sobre a escolha de celebridades para cargos de destaque nas escolas de samba e sobre a representatividade LGBTQIA+ nos desfiles, temas que continuam a reverberar nas plataformas digitais.

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