Justiça de SP manda Allan dos Santos apagar vídeo com acusações contra padre Júlio Lancellotti

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A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira (9) que o influenciador bolsonarista Allan dos Santos retire de suas redes sociais um vídeo com acusações de pedofilia contra o padre Júlio Lancellotti, proferidas sem a apresentação de provas. A decisão foi concedida pelo juiz Felipe Poyares Miranda, da 16ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, após constatar que as declarações excederam os limites da liberdade de expressão e atingiram a honra do religioso. A informação foi divulgada pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.

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A determinação judicial estende-se à empresa Gasperi Global Ltda., responsável pela exploração comercial da Revista Timeline, e à rede social Facebook. Tanto o influenciador quanto a empresa estão proibidos de republicar o conteúdo e de reiterar a acusação contra o sacerdote. O material deve ser removido das plataformas em até 48 horas após a intimação das partes.

Em caso de descumprimento da ordem, o magistrado fixou uma multa diária de R$ 1 mil, com limite inicial estabelecido em R$ 30 mil, sem prejuízo da aplicação de outras medidas judiciais. A decisão judicial proferida em caráter liminar ainda comporta recurso.

Conhecido por seu trabalho comunitário com a população em situação de rua, o padre Júlio Lancellotti celebrou a determinação da Justiça. O religioso defendeu que o direito à liberdade de expressão deve respeitar rigorosamente a dignidade da pessoa atingida e destacou a importância da remoção do conteúdo. “São inaceitáveis ofensas que têm por fundo a questão religiosa e que ferem a dignidade humana”, afirmou o sacerdote.

O advogado Nicholas Berro, responsável pela ação movida pelo padre, ressaltou que acusações sem fundamento possuem capacidade de destruir reputações quando repetidas até adquirir aparência de verdade. Segundo o defensor, o processo não busca impedir críticas direcionadas ao religioso ou à Igreja Católica, restringindo-se a determinar a retirada da publicação específica e proibir a repetição da acusação, de modo a preservar a integridade do debate político e religioso.

Allan dos Santos é considerado foragido da Justiça brasileira desde outubro de 2021. O influenciador também responde a outro processo judicial, movido pelo bispo de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, dom Vicente Ferreira, por ofensas contra ele e membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Esta última ação requer a exclusão das publicações e a veiculação de uma retratação pública pelo prazo mínimo de 30 dias.

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