A influenciadora britânica Chelsea Tantum faleceu aos 30 anos no dia 30 de setembro, após uma batalha de quase dois anos contra um melanoma avançado, tipo de câncer de pele que pode se disseminar para órgãos vitais. O caso foi divulgado pelo jornal The Sun, que apontou a década de uso de câmaras de bronzeamento artificial como um dos fatores que a jovem destacou em sua luta contra a doença.
Chelsea começou a frequentar as câmaras de bronzeamento aos 15 anos e, ao completar 28, percebeu uma pinta na perna que cresceu rapidamente e começou a sangrar, levando ao diagnóstico de melanoma no final de 2024. Inicialmente classificado como estágio 3C, o tumor foi removido cirurgicamente, juntamente com os linfonodos da virilha, numa tentativa de conter a progressão.
Apesar da cirurgia, a doença avançou para o estágio 4C, com metástases detectadas na coluna, nos pulmões, no fígado, nos ossos e em outras regiões do organismo. A influenciadora iniciou tratamento de imunoterapia, que gerou uma resposta positiva e, por um período, os exames não revelaram sinais detectáveis da enfermidade. Contudo, pouco antes de completar 30 anos, novos exames identificaram a disseminação do melanoma para o cérebro, reclassificando o quadro como estágio 4D.
Em busca de apoio financeiro e de conscientização, Chelsea criou uma campanha no site de doações JustGiving, destinando os recursos à Melanoma Focus, entidade britânica que apoia pacientes e financia pesquisas. “Fui internada diversas vezes, passei um período em uma cadeira de rodas porque não conseguia andar e fiquei gravemente abaixo do peso. No meu momento mais delicado, precisei do apoio de uma enfermeira especializada em cuidados paliativos e recebi medicamentos por meio de uma bomba de infusão”, relatou a influenciadora. A campanha, lançada há oito meses, visava custear uma radioterapia estereotáxica (SRS) necessária para o tratamento.
Chelsea também usou a plataforma para alertar sobre os perigos do bronzeamento artificial. Ela contou ao The Sun que, na adolescência, competia com amigas para obter o melhor bronzeado, embora não pudesse afirmar que o hábito fosse a causa direta do câncer. “Se eu pudesse voltar atrás, nunca, jamais usaria uma câmara de bronzeamento”, declarou, expressando arrependimento pela escolha feita na juventude.
A história de Chelsea Tantum reforça a importância da vigilância dermatológica e do debate sobre práticas de bronzeamento artificial, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de apoio contínuo a pacientes que enfrentam melanomas em estágios avançados.

