Fernanda Montenegro completa 97 anos e relembra dez marcos que atravessam cinema, TV e literatura

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Créditos/Reprodução Internet

Fernanda Montenegro celebra nesta sexta‑feira (16) seus 97 anos, e o gshow reúne dez fatos que marcam a trajetória da artista, reconhecida tanto no Brasil quanto no exterior. A lista evidencia como a atriz, nascida em 16 de outubro de 1929 no Campinho, zona norte do Rio de Janeiro, se tornou referência em televisão, cinema, teatro e literatura, consolidando um legado que ultrapassa gerações.

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Em 1951, a então Arlette Pinheiro Esteves da Silva foi a primeira mulher contratada pela TV Tupi, no Rio, participando ativamente da implantação da teledramaturgia nacional. Essa pioneira passou, a partir de 1965, a integrar a programação da TV Globo, onde atuou em mais de trinta produções, entre novelas, minisséries e especiais, destacando‑se em obras como Baila Comigo, Brilhante, Cambalago, Guerra dos Sexos, Riacho Doce, Esperança, Belíssima e Babilônia.

A consagração internacional chegou em 1999, quando Montenegro foi a primeira brasileira indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz, pelo papel de Dora em Central do Brasil (1998), dirigido por Walter Salles. Embora a vitória tenha sido de Gwyneth Paltrow, a indicação abriu caminho para o cinema nacional. Um ano antes, a atriz já colecionava o Urso de Prata do Festival de Berlim, também por sua interpretação em Central do Brasil, reforçando a força de sua performance.

Em 2013, o talento de Montenegro foi reconhecido no 41º Emmy Internacional, onde recebeu o prêmio de Melhor Atriz pela personagem Dona Picucha, no especial de fim de ano Doce de Mãe, exibido pela TV Globo. O reconhecimento reforçou sua capacidade de transitar entre diferentes formatos televisivos com maestria.

Março trouxe mais um destaque: a artista foi agraciada com o Golden Globes Apogeu Award, entregue no Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Em mensagem compartilhada nas redes, Montenegro agradeceu: “Golden Globes, agradeço. Imensamente feliz [com] o ‘Fernanda Montenegro Award'”.

Novembro de 2024 marcou a entrada da atriz no Guinness World Records, ao reunir cerca de 15 mil pessoas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, para a leitura filosófica de textos de Simone de Beauvoir, intitulada A Cerimônia do Adeus. O evento estabeleceu um recorde histórico de público para uma apresentação cultural.

Em 2021, Montenegro alcançou outro marco simbólico ao ser eleita Imortal da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 17. Essa conquista ampliou sua influência para o campo literário, confirmando seu papel como referência cultural em múltiplas áreas.

A escolha do nome artístico também tem história: a atriz adotou “Fernanda” por sua sonoridade, remetendo aos romances de Balzac e Proust, e “Montenegro” em homenagem a um médico homeopata amigo da família. Seu nome de registro permanece Arlette Pinheiro Esteves da Silva.

Antes de brilhar nos palcos e nas telas, Montenegro iniciou a carreira aos 15 anos na Rádio MEC, exercendo funções de redatora, locutora e radioatriz, além de traduzir e adaptar obras literárias. Sua estreia na Globo ocorreu em 1965, na série de teatro 4 no Teatro, e, em 1981, protagonizou a novela Baila Comigo, marcando sua primeira participação em uma trama da emissora.

O reconhecimento da artista também se materializa em espaços físicos: o icônico Teatro do Copacabana Palace, inaugurado em 1949, foi renomeado em 2021 para Teatro Fernanda Montenegro, em homenagem à sua contribuição para a dramaturgia nacional. O espaço, que já recebeu os maiores nomes da cena teatral, agora carrega o nome da grande dama, perpetuando sua presença nas artes cênicas.

Além da carreira, a vida pessoal de Montenegro inclui o casamento com o ator Fernando Torres, com quem teve duas filhas, Fernanda Torres e Cláudio Torres, que também seguiram caminhos artísticos. A artista continua a inspirar gerações, mantendo-se ativa e relevante aos 97 anos, reafirmando seu papel como um dos maiores símbolos da cultura brasileira.

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