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Depois de Shakira, Todo Mundo no Rio já mira Katy Perry e Beyoncé

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Créditos/Getty Images
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Cinco meses depois da noite em que Shakira levou cerca de 2 milhões de pessoas à praia de Copacabana, o Todo Mundo no Rio já olha para os próximos passos. A Vanity Brasil, que havia antecipado a vinda da cantora colombiana, apurou que Katy Perry é a mais cotada para a edição de 2027 e que Beyoncé é a favorita dos bastidores para 2028, ano que encerra o primeiro ciclo do projeto. Nenhum dos dois nomes foi confirmado oficialmente. Procurada anteriormente sobre a negociação com Katy Perry, a organização respondeu que não comenta especulações ou supostas negociações em andamento.

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O show de Shakira, em 2 de maio, foi o terceiro da série e estabeleceu uma régua alta. Segundo a Riotur, o público foi de cerca de 2 milhões de pessoas, acima dos 1,6 milhão de Madonna, em 2024, e abaixo dos 2,1 milhões de Lady Gaga, em 2025, número oficial que o Guinness World Records chegou a estimar em 2,5 milhões. Em movimentação econômica, porém, a colombiana ficou no topo: a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico estimou até R$ 800 milhões, contra cerca de R$ 600 milhões de Gaga e R$ 300 milhões de Madonna. Os dados divulgados depois do show apontaram impacto de R$ 776,2 milhões. O palco também foi o maior da história do evento, com 56 metros de altura e passarela de 25 metros, e recebeu participações de Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo. O público colocou Shakira na sexta posição entre os maiores shows gratuitos ao ar livre já registrados no mundo.

O efeito sobre o turismo acompanha a escalada. Segundo a Prefeitura, o Rio recebeu 481,4 mil turistas em maio de 2025, com Lady Gaga, uma alta de 90,5% sobre 2023, quando não havia megashow. Em 2024, com Madonna, foram 339,1 mil. Uma pesquisa da Zoox Smart Data feita após a apresentação de Shakira registrou 60% de aprovação, e mais da metade dos entrevistados disse pretender voltar ao Rio para a edição de 2027.

Foi nesse clima que a Vanity Brasil informou, em 26 de maio, que Katy Perry havia entrado em negociação para comandar o megashow do próximo ano. Desde então, o cenário ganhou sinais indiretos. O perfil da Prefeitura do Rio comentou que o show “vai ter fogos”, frase que os fãs associaram a “Firework”, um dos maiores sucessos da cantora, e a TV Globo recriou uma performance de Katy Perry no VMA ao anunciar, no Upfront, que fará a transmissão oficial da edição de 2027. Nada disso equivale a uma confirmação, mas reforça o favoritismo de uma artista com histórico recente no país: em 2025, ela passou por São Paulo, Curitiba e Brasília com a The Lifetimes Tour, e seu repertório de hits como “Roar”, “Dark Horse” e “California Gurls” combina com o formato de show para multidões que o evento exige.

Para 2028, o nome que aparece nos bastidores é o de Beyoncé. A artista também lidera o desejo do público: na pesquisa da Zoox, foi citada por 32,32% dos entrevistados, à frente de Coldplay (18,94%) e Rihanna (14,73%). O ex-prefeito Eduardo Paes, criador do projeto, já havia dito publicamente que trazer a cantora seria um dos grandes feitos que gostaria de realizar. Se o plano se confirmar, o primeiro ciclo terá reunido Madonna, Lady Gaga, Shakira, Katy Perry e Beyoncé em cinco anos consecutivos de megashows gratuitos em Copacabana.

O Todo Mundo no Rio nasceu em 2024 como aposta da Prefeitura para transformar maio, tradicionalmente baixa temporada, em mês de grandes eventos. Hoje faz parte do calendário oficial da cidade, tem edições garantidas até 2028, é realizado pela Bonus Track e já acumula mais de 5 milhões de pessoas nas três primeiras edições. A Prefeitura estima ainda US$ 500 milhões em mídia espontânea internacional em 2024 e 2025, e mais US$ 250 milhões em 2026.

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