Buscas no Google sobre relação entre Flávio Bolsonaro e caso Ana Clara inflam após debate na TV

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Créditos/Reprodução Internet

As consultas na internet associando o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao caso de Ana Clara Gomes Machado dispararam no Paraná após a realização do debate presidencial promovido pela Band. Entre os dias 13 e 20 de outubro, os termos de busca que relacionam o parlamentar à morte da criança de cinco anos registraram um crescimento superior a 5.000%, liderando o ranking de pesquisas em alta no estado.

O forte avanço nas pesquisas ocorreu depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou o congressista, no domingo (18), sobre sua atuação na defesa jurídica do policial militar Bruno Dias Delaroli. O agente de segurança responde pelo disparo de fuzil que tirou a vida de Ana Clara. As expressões “Flavio Bolsonaro caso Ana Clara” e “caso Ana Clara Flavio Bolsonaro” assumiram as duas primeiras posições no levantamento do Google Trends, classificação que a plataforma define como Breakout quando o pico ultrapassa os 5.000% de aumento.

Ao responder às interpelações durante o confronto televisivo, Flávio Bolsonaro defendeu sua conduta profissional no processo, afirmando que o exercício da advocacia é uma atividade legítima. O parlamentar integrou a equipe jurídica responsável pela defesa do policial militar e assinou, em 2024, um recurso destinado a combater a decisão judicial que remeteu a ação ao Tribunal do Júri.

O episódio trágico que deu origem ao processo ocorreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade do Monan Pequeno, situada no município de Niterói, no Rio de Janeiro. A menina brincava nas proximidades de sua residência acompanhada do irmão de dois anos quando foi atingida pelo tiro. Apesar de ter sido socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, a garota não resistiu aos ferimentos.

Diante do ocorrido, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro formalizou denúncia contra Bruno Dias Delaroli pela prática de homicídio com dolo eventual, por avaliar que o policial assumiu o risco de matar ao efetuar disparos em uma zona residencial. Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou o recurso assinado por Flávio Bolsonaro que tentava evitar o júri popular do acusado.

A manutenção da decisão de submeter o militar ao julgamento popular foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal em junho de 2025. O réu responde aos termos do processo em liberdade, enquanto a realização do júri está prevista para o início de 2027.

Um levantamento divulgado pelo UOL indicou que o interesse público em torno da tragédia superou um milhão de pesquisas logo após a transmissão do debate na televisão. No Paraná, o volume de buscas sobre o assunto ultrapassou inclusive as consultas populares a respeito da mudança do local de votação.

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